Depois de uma semana intensamente vivida e enriquecida pela experiência de comunhão que a solenidade de Todos os Santos e a comemoração dos Fiéis Defuntos nos proporcionam, a liturgia deste domingo fala-nos da vida para além da morte.
São várias as afirmações do segundo livro dos Macabeus que escutámos na primeira leitura, à cerca da ressurreição: “O Rei do universo ressuscitar-nos-à para a vida eterna” e “vale a pena morrermos às mãos dos homens, quando temos a esperança em Deus que havemos de ser ressuscitados por Ele”. Estas e outras palavras, proferidas pelos sete jovens irmãos diante do rei da Síria, dão-lhes coragem para enfrentarem o martírio e à sua mãe o apoio seguro na esperança de os reencontrar em Deus.
Faz-nos sempre muito bem celebrar a memória daqueles que nos lembram que o martírio faz parte do ADN cristão e em todos os tempos e lugares há homens e mulheres, velhos e crianças, leigos e ministros ordenados, perseguidos, torturados e mortos por causa da fé.
Jesus, ao falar da ressurreição com os saduceus que apenas queriam brincar com coisas sérias, vai-lhes dizendo que na ressurreição ninguém é posse de ninguém e não há lugar ao meu e ao teu, seja de coisa ou pessoa, mas apenas ao Amor, ao Amor pleno em Deus, de Deus com cada um e de cada um com todos os demais. Sem limites nem nostalgias. É a realização plena dos sonhos e utopias.
Até lá há que viver em jubilosa esperança os desafios da fidelidade no quotidiano da vida, porque a de Deus está garantida.
P. Fausto
in diálogo 1536 (XXXII Domingo do Tempo Comum – Ano C)
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