Rezar sempre

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Não é a primeira vez que a liturgia da Palavra aborda um tema sempre necessário e sempre actual na vida do cristão: a oração.
A primeira leitura, ao mostrar-nos Moisés em jeito de súplica a rezar pelo povo, chama a atenção para o valor dos gestos e atitudes corporais e mostra que o nosso corpo também reza.
Às vezes não rezamos… porque não nos apetece, estamos cansados, não encontramos palavras, o pensamento foge, etc. Em casos como estes, talvez não tenhamos outra maneira de rezar senão colocarmo-nos diante de Deus, numa atitude humilde, com simplicidade e confiança.
Com Moisés, que ora sem palavras e de mãos erguidas, aprendemos a valorizar os gestos e atitudes que a Igreja nos sugere na liturgia, porque não é indiferente nem inútil estar de pé, sentado, de joelhos, bater no peito, inclinar-se…. tudo atitudes externas que fomentam e correspondem a sentimentos internos, que valorizam a oração individual e comunitária.
No Evangelho o tema da oração é de novo abordado, e desta feita por Jesus, que conta a história do juiz iníquo e injusto, que, devido à insistência da pobre viúva, resolve fazer-lhe justiça. Se tal juiz assim procede, pergunta Jesus, como será a resposta de Deus Pai, que nos ama infinitamente e nos compreende com misericórdia, à nossa oração, se humilde, confiante e perseverante?
O que nos leva a não desanimar na oração, mas a insistir, é a certeza garantida por Jesus de que Deus não fecha os Seus ouvidos e o coração às nossas palavras, por vezes sofridas e desatentas, mas sempre confiantes.

P. Fausto

in diálogo 1533  (XXIX Domingo do Tempo Comum – Ano C)

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