“Entrar mudo e sair calado”!

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A Missa, especialmente ao domingo, deveria ser vivida em contexto festivo. Mesmo sem música. É encontro com a Palavra de Deus e com Cristo na Eucaristia. É verdade que um coro, acompanhado com bons instrumentistas e com cânticos adequados, é um óptimo apoio para a Assembleia cristã viver conscientemente, em ambiente de acção de graças, adoração e súplica e de “santa alegria”, cada Missa, como verdadeira antecipação, ainda que não plena, da Liturgia celeste.
E razões não nos devem faltar para fazermos em cada domingo essa experiência. Ao fim de uma semana de trabalhos e dissabores, com alegrias e dores, projectos inacabados e desejos adiados…, não há lugar à Missa por obrigação. Deus nos convida ao descanso saboroso e merecido e a viver a Missa verdadeiramente como prelúdio da felicidade eterna. Como é, então, o nosso Domingo e nele a vivência da Missa?
O Evangelho de hoje fala-nos do Reino de Deus, da actividade missionária da Igreja e do espírito que há-de animar os pregadores do Evangelho. Continuam a ser actuais as palavras de Cristo e a actividade missionária da Igreja continua a ser hoje tão actual quanto nos primeiros tempos. E para obra tão vasta continuam a ser poucos os trabalhadores.
Para o anúncio da Boa Nova não basta falar bem de Jesus, ler nacos de bom e suculento discurso teológico, organizar tertúlias de temática religiosa ou recorrer a artes de encenação… porque, embora tudo isso seja importante e se tenha de cuidar, o que mais importa é que a vida dos mensageiros, que são todos os baptizados, se identifique com a Palavra celebrada e com a Vida do Cristo comungado. Só assim seremos a prova de que o Reino de Deus está no meio dos homens. É para isso que servem os planos e as estratégias pastorais.

P. Fausto

in diálogo 1525  (XIV Domingo do Tempo Comum – Ano C)

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