Sem medo!

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No domingo passado, o desafio foi radical: “se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias e siga-me”. Não sendo obrigatório, é dirigido a todos. Sem papas na língua. Face a isto, alguma dose de medo, hesitação …é compreensível, mas, longe de escamotear o problema ou suavizar o apelo, Jesus, hoje, não baixa a fasquia, nem omite nada do que anteriormente dissera. E foi absolutamente claro nas respostas dadas no Evangelho.
Para Jesus não há vocações de primeira e de segunda, nem lugar a juízos de valor sobre o que quer que seja. O que Jesus nos diz neste domingo tem a ver com generosidade, determinação, confiança e fidelidade ao desafio que Deus faz a cada um. Qualquer que seja o caminho a que Deus nos chame é sempre caminho de santidade e não há vida cristã sem exigência …
Assim, se o matrimónio é a vocação a que Deus chama, há que se entregar com fidelidade e sem reservas; Se é o serviço eclesial, ordenado ou não, que Deus nos pede, há que o assumir com coragem e confiança … Em circunstância alguma, o que não vale mesmo é olhar para trás, pôr condicionantes ou fazer cálculos à espera de outra recompensa, além da que Deus, na riqueza da Sua Misericórdia, reserva a quantos, de coração sincero, se confiam e entregam com generosidade.
Não seremos felizes e santos por sermos padres, religiosos ou leigos, casados ou solteiros, mas sê-lo-emos tanto mais quanto mais fiéis ao projecto que Deus tem em relação a cada um e para o qual nos capacita e chama com amor.

P. Fausto

in diálogo 1524  (XIII Domingo do Tempo Comum – Ano C)

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