Onde está Deus?

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Desde sempre, Deus gosta de nós, olha-nos com amor, atende-nos com atenção e nunca perde a paciência connosco, mesmo quando perdemos a paciência com Ele. Quando queremos que Deus faça a nossa vontade e não nos conformamos com a Sua, nem aguardamos a Sua hora, impacientamo-nos, e muitos até dizem que perdem a fé, quais crianças zangadas quando os pais não lhes fazem a vontade.
A 1ª leitura ao relatar-nos a ressurreição do filho de uma viúva de Sarepta, que acolhia habitualmente o profeta Elias, e o Evangelho que nos fala da ressurreição do filho de uma viúva de Naim, operada por Jesus, mostra que Deus não é insensível à gratidão, à delicadeza e, sobretudo, ao sofrimento, especialmente quando se trata do mistério da morte.
Ele não nos quer ver sofrer, nem a morte é o nosso destino. Porque é Deus da vida, aprecia a vida e nos quer felizes, jamais estará ausente da nossa história.
Não serão tão espectaculares como os casos de ressurreição da 1ª leitura e do Evangelho de hoje, mas também dão vida, porque são de vida, os gestos que matam a fome ou a sede ou dão roupa a quem precisa, que proporcionam alegria aos tristes e coragem aos desanimados, que tornam prioritárias as causas da justiça e da paz, enfim, quando se faz das obras de misericórdia cartilha do agir diário. Passa por aqui, hoje, a presença de Deus, a favor do Seu povo, através de tantos e tantos gestos de solidariedade e atenção aos outros. E só deste modo, em gestos simples e passos pequenos, se vão construindo os “novos céus e a nova terra” e fazendo avançar o Reino de Deus entre nós.

P. Fausto

in diálogo 1521  (X Domingo do Tempo Comum – Ano C)

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