O Tempo Pascal, de que estamos a viver as últimas semanas, oferece-nos a oportunidade para retomarmos as instruções de Jesus aos discípulos, os de então e os de todos os tempos, a catequese da última Ceia e as recomendações feitas durante os encontros depois da Ressurreição.
Hoje, Jesus, vendo alguma ansiedade espelhada no rosto dos Seus, apressa-se a serenar -lhes o coração:” deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz” e recomenda que jamais se deixem intimidar pelas dificuldades, incertezas, perseguições, dúvidas e frustrações do presente. Que nada deste mundo perturbe os seus corações. E para não serem apanhados desprevenidos, diz estas coisas antes que aconteçam, com a promessa de voltar em breve, porque vai apenas preparar um lugar na casa de Seu Pai, que também é nosso.
E como se isto não bastasse, recorda o Espírito Santo, o Paráclito, o Dom já prometido. Aquele que “o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos recordará tudo o que Eu vos disse.” E é graças a Ele que continuamos a celebrar a Páscoa, sem nos cansarmos, especialmente em cada Domingo.
Nunca a Igreja deixou de ter consciência que é o Espírito Santo que a mantém fiel a Jesus Cristo, procurando nas suas deliberações e discussões, como no Concílio de Jerusalém, estar atenta à Sua presença orientadora. Conscientes desta presença invisível mas real, devemos cultivar a docilidade à voz da Igreja, que, assistida pelo Espírito Santo, guarda intacto o depósito da Fé e é garantia segura de fidelidade ao Mandamento Novo do Amor, que Jesus nos deixou como marca indelével da nossa identidade cristã.
P. Fausto
in diálogo 1516 (Domingo VI da Páscoa – Ano C)
Comentários recentes