O Tempo Pascal corre para o fim e damo-nos conta que a Igreja, impelida pelo Espírito Santo, caminha a passos largos em todas as direcções, não sem ter já experimentado a coroa do martírio, a carga das perseguições, o sabor da incompreensão de muitos, inclusive “de dentro”e todas as consequências do confronto com os interesses económicos, políticos e religiosos dominantes.
As cidades não eram terra estranha, nem os caminhos das aldeias esquecidos; os ricos não eram desprezados e os da margem eram acolhidos. O importante era fazer chegar a BOA NOVA transparente, fiel e ousada, humilde e convicta, ao coração de todos, onde quer que se encontrassem. E o número dos discípulos aumentava e a Igreja organizava-se, sob a acção do Espírito Santo e o ministério dos Apóstolos, e as inevitáveis tensões internas, emergentes aqui e acolá, eram resolvidas em clima de oração, com respeito de uns pelos outros e em franco diálogo. Qual fermento, a Igreja impregnava de novidade evangélica a sociedade de então.
Outra não é a missão da Igreja e outro não é o caminho, senão, como o da Igreja primitiva, vivermos a sério a novidade do Evangelho, que passa necessariamente pela prática da caridade. “Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos”. Continuam a ser estas as nossas verdadeiras credenciais.
P. Fausto
in diálogo 1515 (Domingo V da Páscoa – Ano C)
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