Perguntas embaraçosas!

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Jesus continua a encontrar-se com os seus, sem hora marcada mas sempre no primeiro dia da semana. São encontros surpreendentes e felizes, mas nem todos com o mesmo desfecho, como aconteceu com Tomé.

Jesus compreende as dúvidas, as resistências, as perplexidades e interrogações que a Ressurreição provoca no coração e na mente dos homens, e do abandono dos discípulos, das negações de Pedro ou das dúvidas de Tomé, nem uma palavra de acusação, de censura, ou mesmo pedido de explicações. A hora é de paciência, de infinita paciência, e compreensão para o complexo e lento processo de conversão dos discípulos.

 Hoje aparece Jesus, de novo no 1º dia da semana, e desta vez junto ao mar de Tiberíades, onde os discípulos se encontravam em plena faina da pesca. O encontro foi com todos mas especialmente, no fim, dirigido a Pedro que, não contando com as perguntas, se sente publicamente embaraçado: ”Simão, filho de João, tu amas-me mais do que estes?” e uma e outra vez: ”Simão, filho de João, tu amas-me?” inseguro, Pedro não respondeu claramente, mas a insistência de Jesus, fazendo-o lembrar e assumir com humildade o passado recente, arranca-lhe do coração uma tríplice declaração de amizade, confiança e fidelidade, indispensável para lhe ser confiado todo o rebanho, pequenos e grandes.

E é este mesmo Pedro, ontem diante do sinédrio, e hoje diante de todos os poderosos, que continua a proclamar vigorosamente a Ressurreição de Cristo e o primado absoluto de Deus, a que importa sempre obedecer em quaisquer circunstâncias.

P. Fausto

in diálogo 1513  (Domingo III da Páscoa – Ano C)

 

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