A liturgia deste domingo encaminha-nos para o Monte Tabor. Jesus está a chegar ao fim do Seu ministério na Galileia e convida Pedro, João e Tiago a subirem com Ele até ao monte. Estava-lhes reservada uma surpresa.
Como Jerusalém e a cruz estão mais próximas, e se tornam a partir de agora também mais presentes no Evangelho de Lucas, Cristo parece querer preparar estes 3 discípulos, e neles todos nós, para que, quando O virem desfigurado, escarnecido e crucificado, não se escandalizem nem esqueçam a beleza do Seu rosto e a Sua glória na Transfiguração.
Ao prepararmo-nos mais proximamente para a Páscoa, importa tomar consciência de vivermos cada dia em permanente processo de transfiguração, fiéis à Aliança que Deus firmou com Abraão e selou definitivamente com o Sangue de Cristo, na escuta da Palavra, na Oração mais intensa e na contemplação amorosa do verdadeiramente Transfigurado.
Conhecemos pessoas luminosas, em processos avançados de transfiguração. Felizes e contagiantes. Luminosos no olhar, no sorriso, nas palavras e nos gestos. Junto deles está-se bem. Oxalá todos fossem assim; mas está ao nosso alcance sê-lo, por vocação e missão. E não nos faltam meios.
P. Fausto
in diálogo 1506 (II Domingo da Quaresma – Ano C)
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