“Eis-me aqui”(Is 6,8)

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A liturgia da Palavra deste Domingo fala-nos da preocupação de salvação universal que Deus sempre teve e continua a revelar, suscitando para isso, em cada momento, os profetas, apóstolos e evangelizadores, escolhidos não em função dos seus méritos e capacidades, mas por um acto insondável de Amor e Misericórdia. Assim aconteceu com Isaías, Paulo, Pedro e os outros apóstolos, referidos nas leituras da Missa de hoje.
Aqueles que Deus chama, sempre indignos e impreparados, capacita-os para a missão, concedendo-lhes as graças necessárias para superarem as limitações, ainda que continuem a ser homens e mulheres limitados e com defeitos, porque o chamamento não muda a natureza, nem os transforma em santos. É um mistério de Liberdade e Amor de Deus, acolhido com humildade e generosidade por quem é chamado.
O chamamento foi e há-de ser sempre mistério de duas liberdades que se amam e respeitam, porque assim como Deus é livre em chamar, também o homem é em responder. E nos exemplos de hoje, como foi pronta e generosa a resposta! “… eles deixaram tudo e seguiram Jesus”. E nenhum deles se arrependeu, porque o Amor de Deus os transformou sem lhes tirar a liberdade, a alegria e a beleza de viver.
Apesar das propostas múltiplas e tentadoras da sociedade, Deus ainda não desistiu e continua a chamar… Rezemos para que os chamados sejam prontos e generosos na resposta e perseverantes no seguimento. Isto depende de Deus, sem dúvida, mas também dos próprios e de toda a comunidade cristã.

 

P. Fausto

in diálogo 1504 (V Domingo do Tempo Comum – Ano C)

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