Estamos a dar ainda os primeiros passos com Jesus, na Sua vida pública, e – quem diria! – eis-nos convidados para um casamento. Uma festa quase perfeita, não fora a falta de vinho, que apanhara de surpresa o responsável pelo “catering” e de que alguns se aperceberam.
Uma festa de final feliz, porque, entre os convidados, alguém, com imensa atenção, solicitude e discrição, procura remédio para o sucedido: a Mãe de Jesus, a Senhora do Socorro. Absolutamente convicta de que Deus não vive de costas para nós, desinteressado do nosso quotidiano, alheio aos nossos problemas e aflições e indiferente às nossas alegrias, foi bater à porta certa e confiar ao coração de Seu Filho a resposta para o problema. E não se enganou.
Jesus, que não tinha planos para confirmar, por milagres, tão cedo, a verdade da Sua Mensagem, ao intervir, revela que Deus é próximo, Alguém que celebra a vida, preza a alegria e não enjeita momentos de boa disposição e de boa companhia. É um Deus que aprecia a Festa e é capaz de provocar Festa no coração, mesmo quando a vida dói. Não é um Deus amargo, implacável e justiceiro, mas de coração bondoso e cheio de misericórdia. É este o Deus revelado por Jesus em palavras e milagres. É Este o nosso Deus.
P. Fausto
in diálogo 1501 (II Domingo do Tempo Comum – Ano C)
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