Ainda sobressaltados pelos acordes solenes dos Anjos e não refeitos da alegria do Natal, eis-nos a celebrar já a Festa da Sagrada Família, extasiados pela moldura humana que pela primeira vez se apresenta à humanidade na Noite Santa, e que as famílias aproveitam para saborear a alegria do encontro e da intimidade que só em família se pode experimentar. É ocasião excelente para que, contemplando a Família de Jesus, as nossas famílias A imitem e se tornem verdadeiras Igrejas domésticas.
O panorama da família no mundo em que vivemos é carregado: amor profanado, egoísmo, lares desfeitos, crianças abandonadas e outras feitas armas de arremesso, porque disputadas por interesses egoístas dos seus progenitores, violências múltiplas e até… morte. É muito o sofrimento que os telhados encobrem e que só as paredes testemunham!
Mas o projecto que Deus tem para a família não é este, mas o de Jesus, Maria e José. Família como as demais, sem dúvida, segundo a lei, mas em que sempre se conjugou sabiamente o tripé indispensável para uma família feliz e santa: RESPEITO, CONFIANÇA e LIBERDADE, numa atmosfera de profunda comunhão com Deus. Foi neste ambiente familiar que Jesus nasceu, cresceu e fez a mais bela experiência humana de família que O moldou para se tornar o rosto autêntico da Bondade e da Misericórdia do Pai.
P. Fausto
in diálogo 1498 (Festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José – Ano C)
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