Mesmo os mais distraídos se dão conta que a Palavra de Deus hoje respira e transpira alegria e temos seguramente razões para fazer deste domingo o Domingo da Alegria.
E quanto mais o tempo passa, mais certos ficamos de que a celebração do Natal, com alegria renovada, é penhor da outra celebração que esperamos viver, no encontro definitivo com Deus. Então é que será o Natal em pleno! É para aí que vivemos em jubilosa esperança.
Enquanto, porém, o NATAL não chega, vivamos, apesar de não sabermos o dia, a hora e as circunstâncias do termo da caminhada, atentos às palavras sábias de João Baptista, quando diz aos que têm alimentos e bens materiais que o mais importante dos verbos é dar e que há muita gente com fome e com frio, aos cobradores de impostos que evitem exigir mais do que o previsto pela lei e, mesmo aos soldados, sem se intimidar, lembra que a força física é a arma dos fracos e que a valentia é questão de dignidade e honra e não de violência e haveres.
O profeta Sofonias faz hoje coro com S. Paulo, ao alertar-nos para que a razão da nossa alegria não esteja na marca das sapatilhas, no telemóvel, no carro ou na casa em bairro de luxo… mas na certeza de sermos a Alegria de Deus, que vive feliz e apaixonado por nós. E João Baptista, em linguagem simples e compreensível, parece lembrar-nos que nunca devemos esquecer que “o muito sem Deus é nada” e “o pouco com Deus é muito”. Só aceita isto quem descobre que o Natal, a desejar de todo o coração, é o que nos dá Paz, Amor e Alegria. Tudo o resto, são bens transaccionáveis, mas nunca valores duradoiros.
P. Fausto
in diálogo 1496 (III Domingo do Advento – Ano C)
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