Com a festa de Cristo, Rei do Universo, terminamos o ano litúrgico e recapitulamos nesta solenidade toda a acção redentora de Jesus em favor da humanidade e da criação. É, assim, o fim pleno, feliz e glorioso a que toda a criação aspira, mesmo sem consciência disso.
Mas para não haver dúvidas ou tentações, logo no princípio da celebração, lembra-se que Jesus, Rei e Senhor, segue e propõe caminhos diferentes dos grandes do mundo, porque o Seu Reino vem de dentro, nasce e cresce no íntimo do coração e mostra-se pelo que cada um pensa, quer e age livremente; não está desligado da história, fora do tempo, mas realiza-se no tempo, não segundo a estratégia do poder, mas na lógica do serviço e do amor.
Jesus é Rei e veio mesmo para reinar, disse diante de Pilatos, mas logo acrescentou, para não atemorizar o poder político, “o meu reino não é deste mundo”, não tem pretensões terrenas, nem entra em competição… É reino de verdade, de justiça, de fraternidade, de paz…
Jesus não força ninguém a pertencer ao Seu reino; quer homens livres e renovados interiormente, porque a sua força não está nas armas, no dinheiro ou em qualquer outra forma de poder, mas tão só na força invencível do Amor. Isto não compreendeu Pilatos, nem tinha obrigação de compreender, mas sabemo-lo nós; por isso, é discípulo quem O segue livre e generosamente, tendo desde já assegurada a vitória.
P. Fausto
in diálogo 1493 (XXIV DT C – Solenidade de Nossos Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo – Ano B)
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