“Em jubilosa esperança”!

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Dizemos isto tantas vezes que corremos o risco de nem pensar no que dizemos, mas é precisamente assim que Deus nos convida a viver cada dia, sempre condicionados pelas contingências, umas gostosas e outras não tanto, da existência.
Quase no fim do ano litúrgico, os textos da Missa convidam-nos a reflectir, sem medo nem angústia, sobre o “fim dos tempos”. O que para alguém sem fé não tem sentido ou se evita pelo incómodo que provoca, para nós, cristãos, faz todo o sentido, porque, iluminados pela Palavra de Deus, aprendemos a valorizar o tempo, apesar dos seus limites, e a viver o momento presente, que jamais se repete.
A certeza de que podemos contar sempre com Deus, que nos ama infinitamente, move-nos à confiança, inspira-nos serenidade e dá consistência à nossa esperança, sem nos dispensar do desconforto e sofrimento próprios da natureza, de que também não Se dispensou Jesus, ao Incarnar no seio da Virgem.
Se é verdade que um dia “a lua não dará a sua claridade, o sol escurecerá…e as forças que há nos céus serão abaladas”, não é menos verdade que, depois da grande aflição,”virá o Filho do homem com grande poder e glória”. “Passa o tempo, e, com ele, as nossas vidas”. Passam as instituições e o cosmos. Tudo é passageiro e frágil. Só Deus é que não passa, e é só d’Ele a última Palavra. Temos razões de sobra para vivermos em “jubilosa esperança”.

P. Fausto

in diálogo 1492 (XXIII Domingo do Tempo Comum – Ano B)

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