Era uma vez um rapaz simpático, cumpridor, bem prendado, de vida desafogada e de boas famílias… um bom partido para qualquer judia. Tinha tudo, mas queria algo mais que a lei, para se realizar e ser feliz: “Bom Mestre, que hei-de fazer para alcançar a vida eterna?”
E Jesus, de resposta pronta, fixando-lhe os olhos, vai da obrigação à opção, do devido ao generoso, da observância dos mandamentos à pobreza voluntária. Até ao limite. Bastava apenas renunciar a todos os seus bens em favor dos pobres, com a garantia de um tesouro nos céus.
Quando toda a gente pensava que era aposta ganha, o jovem, “de semblante anuviado por estas palavras, retirou-se entristecido”. O desafio lançado não era um juízo de valor sobre a riqueza, mas condição para, de coração livre e indiviso, poder seguir Jesus. Como sempre lhe tinham ensinado, se a riqueza era recompensa, prova de amizade e bênção de Deus, porquê renunciar aos bens? E na cabeça do jovem tudo era confuso!
Deixar tudo foi o desafio feito por Jesus particularmente a este jovem, mas desapegar o coração das riquezas, e até das pessoas, é para todos. E todos nós sabemos como isso é difícil. Mas é a condição para o prometido tesouro nos céus.
P. Fausto
in diálogo 1487 (XXVIII Domingo do Tempo Comum – Ano B)
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