Machismo ou feminismo?

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Há muito que não aparecem os fariseus para uma discussão pública com Jesus, mas pelos vistos não desistiram, e hoje a questão posta é, como habitualmente, maliciosa, porque não há preocupação de conhecer a verdade, mas tão só de entalar o Mestre: “Pode um homem repudiar a sua mulher?”
Jesus, como sempre, diz o que pensa sobre as questões, mesmo quando ardilosamente colocadas, e lembra-lhes que na família, segundo o projecto de Deus, entre homem e mulher, não há concorrência mas convergência, não há oposição mas complementaridade e comunhão, não há lugar a machismos ou feminismos mas ao respeito pelas diferenças e reconhecimento da comum dignidade, com iguais direitos e deveres. E os que assim não pensassem, concluía Jesus, tinham o coração duro e a mente perversa.
E hoje seria diferente a resposta de Jesus? A igreja diz-nos que não. E não serão as dificuldades por que passam tantas e tantas famílias e as várias modalidades de
(des)construção familiar existentes, a impedir a família de ser, segundo a vontade de Deus,”Igreja doméstica” e “comunidade de vida e de amor uno e indissolúvel”. O que vai além é da Misericórdia de Deus que cobre as nossas misérias e desvarios.

P. Fausto

in diálogo 1486 (XXVII Domingo do Tempo Comum – Ano B)

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