A tentação não é de agora, está entranhada na medula dos ossos. A tentação de separar as pessoas da nossa família, do nosso grupo, do nosso partido, da nossa condição social, da nossa paróquia… e as outras sempre existiu. E é especialmente contra isso que Jesus, no evangelho de hoje, quer prevenir os discípulos.
“Mestre, nós vimos um homem que não nos segue a expulsar demónios em Teu nome. Como ele não nos segue procurámos impedir-lho”.
O Senhor condena a intolerância, o espírito sectário, a defesa de privilégios e interesses por parte dos Seus, enunciando um princípio que nunca deveria ser esquecido pelos cristãos: “ninguém pode fazer um milagre em Meu nome e depois dizer mal de Mim. Quem não é contra nós é por nós”.
Ora aí está algo de que não podemos abdicar, sob pena de construirmos capelinhas e não Igreja, de termos grupos de pressão e não de comunhão, de fazermos das Paróquias quintas religiosas “do quero, posso e mando” (de clérigos e não só!) e não espaços de comunhão e reconciliação e de festa, numa palavra, sob pena de estiolarmos e pervertermos o mandato que Jesus confiou à Sua Igreja de combater todos os muros e ir a todos os cantos proclamar a Boa Nova do Amor Misericordioso de Deus.
P. Fausto
in diálogo 1485 (XXVI Domingo do Tempo Comum – Ano B)
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