“E vós quem dizeis que Eu sou?”

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Se até agora, Jesus, na perspectiva de S. Marcos, privilegia o contacto com as multidões, não fugindo mesmo ao confronto com os seus opositores, parece fazer da catequese aos discípulos, a partir de hoje, o centro das suas preocupações.
Jesus não quer gente como papagaios, dispensa jornalistas e não se deixa influenciar por comentários; quer saber dos Seus discípulos o que realmente pensam. Quer respostas pessoais e não decoradas: “E vós quem dizeis que Eu sou?”
Passados dois mil anos, a pergunta continua oportuna, porque o cristão não pode ser mero repetidor de fórmulas, ainda que conformes à verdade, e para esta resposta não servem os livros nem os catecismos. Há-de ser a experiência pessoal com Cristo que nos leve a proclamar, pessoalmente e sem ambiguidades, como Pedro, “Tu és o Messias”.
Quem é Cristo para mim? Que significado tem Ele para mim? Que lugar ocupa na minha vida? Estas são questões cuja resposta, sem vir em livros ou catecismos, devemos dar hoje a quem nos “perguntar das razões da nossa esperança”. Ser teólogo não é condição para ser discípulo de Cristo mas, sim, levar a cruz e segui-Lo, livre e fiel no serviço, até à morte. Querer fugir à cruz, além de lhe duplicar o peso, faz-nos incorrer no risco de trair a própria vocação e desdizer a nossa fé no valor redentor do sofrimento e morte do Senhor.

 

P. Fausto

in diálogo 1483 (XXIV Domingo do Tempo Comum – Ano B)

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