Os dias luminosos e aquecidos pelo sol já sem vergonha anunciam que a primavera espreita e com a quaresma já a meio e a Páscoa aí, a liturgia, não fugindo ao ritmo das estações do ano, dirige-nos, com verbos bem expressivos, o convite à alegria:
“Alegra-te…rejubilai…exultai de alegria …” Hoje é o Domingo da Alegria!
Mesmo que a vida corra bem e a saúde esteja em forma, não é razão sólida e bastante para os cristãos darem rosto à alegria, porque só à luz da Ressurreição de Jesus o sofrimento e o mistério da morte se aclaram, apesar da noite; mas há-de ser a certeza do Amor incansável de Deus pelos homens, como nos diz a 1ª leitura da Missa de hoje, a proporcionar-nos a experiência feliz do amor gratuito de Deus, sempre fiel à Aliança e a cada um de nós.
Entre Deus e o mundo, entre Deus e a humanidade, entre Deus e cada um de nós, não há distâncias nem vazios; há apenas Amor. De Deus, claro! E é a certeza deste Amor, que não se cansa, nem desiste de nós, que dá ao cristão alento e coragem para ser o rosto da Alegria, mesmo com lágrimas nos olhos!
P. Fausto
in diálogo 1463 (Domingo IV da Quaresma – Ano B)
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