Experiência marcante

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Depois da experiência de deserto do domingo passado em que sentimos forte o apelo a entrar sem medo no período austero da quaresma e ao silêncio, para podermos melhor ouvir a voz de Deus, somos, neste domingo, convidados por Jesus, a subir com Pedro, Tiago e João, ao monte Tabor.
O grupo é pequeno e a subida, por ser íngreme, requer cuidados, mas o risco e o esforço da caminhada foram plenamente recompensados. Pedro não queria mesmo outra coisa senão ficar ali, bem quieto, a contemplar o rosto radiante e luminoso do Mestre e o brilho das suas vestes. Era um assombro que até arrepiava, e dizia “como é bom estarmos aqui!”
Só que a vida, tendo também momentos felizes, não é propriamente um mar de rosas, e não foi para ficarmos felizes, lá em cima, no monte, que Jesus nos convidara a subir, mas tão só para nos ajudar a compreender que o sofrimento e a morte, continuando a ser um mistério, não têm a última palavra e a glória da ressurreição, sem nos livrar das trevas da morte, vem dar sentido novo e jubiloso à vida do homem.
Prosseguindo a nossa quaresma, aprendamos, como Abraão, a confiar, sem reservas, em Deus, e a cuidar ainda mais a nossa relação com Ele, para que, “de coração purificado”, possamos celebrar, com verdade, as Festas Pascais que se aproximam.

P. Fausto

in diálogo 1461 (Domingo II da Quaresma – Ano B)

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