Assim diz o povo e é verdade, porque muitas vezes ficamos pelas aparências e não atendemos à pessoa que, independentemente do seu estatuto económico, social, religioso, familiar ou grau de saúde, é sempre credora da nossa maior consideração. Grande lição nos dá Jesus neste domingo!
Já demos conta que grande parte do dia-a-dia de Jesus é passado junto das pessoas doentes e atribuladas, mas hoje vai mais longe, mesmo contra todos os princípios e leis vigentes, ao aproximar-se do leproso, sem preconceitos, apenas por ser pessoa e esta não perder a dignidade por estar doente.
À súplica confiante e delicada do leproso, responde Jesus com magnanimidade e prontidão: “quero: fica limpo”. Liberto da enfermidade e do estado de humilhação permanente a que a doença o submete, o leproso reencontra-se consigo mesmo, com a sociedade e com Deus. É um homem novo!
Não temos o poder taumatúrgico de Jesus, mas não esqueçamos que também podemos curar. E às vezes basta um olhar, uma palavra, um sorriso e até a presença silenciosa…!
P. Fausto
in diálogo 1459 (Domingo VI do Tempo Comum – Ano B)
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