Assim eram os dias de Jesus, sempre cheios, cheios como um ovo! Sem pressas nem intervalos, para todos havia um olhar de compreensão, uma palavra de coragem, uma oração de bênção ou um gesto de cura. Ninguém era estranho para Jesus, nem dEle se afastava indiferente.
“Todos te procuram”, dizia Simão, num misto de inquietação, impaciência e admiração. E Jesus, com simplicidade, lembra que não veio para exercer medicina ou enfermagem, mas para dizer a todos que cada pessoa, apesar do sofrimento por mais doloroso, nasceu para ser feliz e que o sofrimento jamais deverá ser considerado castigo de Deus e obstáculo ao Seu amor. Por isso, respondeu logo a Simão: “vamos a outros lugares… a fim de pregar aí também”.
Tão grande era a Boa Nova a comunicar e tantas as pessoas que se acotovelavam para O ver, ouvir e tocar, que não deixava de fazer de noite o que não podia fazer de dia: rezar. Assim O encontram neste domingo a aproveitar para tal o necessário tempo de descanso!
Como discípulos, importa descobrir que há um só verbo a aprender a conjugar bem – SERVIR; outra ambição Jesus não tem, nem outro projecto também. Por aqui passa o segredo da Sua autoridade. E da “nossa” também.
P. Fausto
in diálogo 1458 (Domingo V do Tempo Comum – Ano B)
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