De muitos modos falou Deus pelos profetas e, por último, falou-nos por Seu Filho, diz–nos S. João, e continua a falar-nos, porque não emudeceu, nem cansou de tanto insistir e esperar, nem desistiu irritado pelos atropelos e atrocidades que se cometem.
Em tempos difíceis, como os nossos, ainda são mais precisos profetas que transmitam a Palavra e a vontade de Deus e os cristãos devem estar na primeira linha no exercício desse profetismo, apesar de a vida de muitos baptizados pouco corresponder ao ideal que Jesus aponta e que é claramente reconhecido como segredo do êxito da Sua pregação.
No tempo de Jesus havia Escolas Bíblicas e muitos especialistas nas Sagradas Escrituras, mas faltava-lhes a autoridade que vem do testemunho alegre, feliz e coerente da vida; o mesmo não acontecia com Jesus, que era escutado com respeito e admiração e seguido com entusiasmo, porque falava ” como quem tem autoridade” e não como os escribas.
A Palavra e a autoridade de Jesus continuam na Igreja, na medida em que os Baptizados – Bispos, Padres, Religiosos/as e Leigos – digam e sobretudo pratiquem o Evangelho, tornando as suas vidas verdadeira e feliz notícia.
Quem dera se pudesse dizer sempre de cada cristão que faz o que diz e diz o que faz! Se assim fosse, a Igreja seria mais santa e o mundo mais humano, pacífico e fraterno.
P. Fausto
in diálogo 1457 (Domingo IV do Tempo Comum – Ano B)
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