Depois da festa da Epifania, regressamos ao tempo comum do ano litúrgico, que não é, de modo algum, vulgar ou banal, mas tão só um tempo marcado e alimentado pela celebração do domingo, o dia da Páscoa do Senhor, da Ressurreição de Cristo. É o tempo em que seguimos Jesus, nos anos da Sua vida pública, depois do Baptismo, convidados pela figura lúcida, corajosa, humilde e pobre de João Baptista, que não hesita em apontar aos seus discípulos o Cordeiro de Deus, ainda que fique no deserto, sozinho, a pregar às pedras.
E que dizer de João e André, discípulos do Baptista? Era apenas a curiosidade que os movia? Não teremos também de aprender deles, a disponibilidade própria de quem não está amarrado a pessoas, ideias ou sistemas e a confiança e abertura ao novo e surpreendente de cada dia? Parecem-me homens de janelas abertas, disponíveis e ávidos do melhor. Não é de estranhar, pois, que o encontro com Jesus, por tão intenso e verdadeiro, não possa ter sido calado, mas antes partilhado de imediato com Pedro.
Aprendamos com João Baptista e estes discípulos, para sermos membros cada vez mais activos da “Igreja alegre e sem fronteiras”, que este ano nos propomos experimentar e celebrar.
P. Fausto
in diálogo 1455 (Domingo II do Tempo Comum – Ano B)
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