Encontramos, com frequência, gente que vive como canas agitadas pelo vento, canas agitadas ao sabor das conveniências, interesses pessoais ou de grupo; umas mais mediáticas que outras, ou mesmo anónimas, mas, em todo o caso, muitas, a ponto de às vezes ser difícil distinguir o trigo do joio, numa sociedade cada vez mais cinzenta!
Neste contexto agiganta-se, no decurso do Advento, João Baptista, Alguém em cujo estilo os cristãos se deveriam inspirar, para melhor exercerem a dimensão profética do seu Baptismo. Não é preciso ir para o deserto, nem chegar à austeridade a que ele chegou, mas é cada vez mais necessário imitá-lo, cultivando a liberdade interior face aos poderes constituídos, religiosos, económicos ou políticos, a busca coerente do essencial da vida e a prioridade aos valores da verdade, da justiça e da paz.
Todos temos muito a aprender com o Precursor de Jesus, num tempo em que o individualismo impera, a cultura do “salve-se quem puder” predomina e o “desenrascanço”, sem ética nem moral, parece ser a porta estratégica usada por muitos.
P. Fausto
in diálogo 1449 (Domingo II do Advento – Ano B)
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