Ditosa Igreja!

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Pode estranhar-se a celebração, ao domingo, da dedicação de uma Basílica, mesmo a de Latrão, em Roma, mas trata-se de uma Igreja muito especial, única no mundo! As Igrejas consagradas tornam-se mais que uma construção e valem imensamente mais que o seu espólio artístico e valor arquitectónico, porque são espaços dedicados ao culto, para que a verdadeira Igreja, que são as pessoas, possa escutar a Palavra de Deus, rezar em comunidade, participar nos sacramentos e celebrar a Eucaristia, numa palavra, crescer como Povo de Deus; temos, assim, igreja(s) para sermos mais Igreja.
A Basílica de Latrão, construída no ano de 324 por Constantino, em Roma, e dedicada a Cristo Salvador, é única por ser a Igreja-Mãe da catolicidade, a verdadeira Catedral do Bispo da diocese de Roma, o Papa, sucessor do Apóstolo Pedro, hoje Papa Francisco. E o que tem isto a ver connosco? Tem tudo, porque não somos Igreja de Jesus Cristo, senão em comunhão com Pedro, “servo dos servos de Deus”, a quem Cristo garantiu a graça de nos fazer crescer a todos na unidade da Fé, da Esperança e da Caridade.
Celebrar a dedicação da Basílica de Latrão não é celebrar uma igreja qualquer – e que bela e grandiosa é! – mas a verdadeira Igreja, como Mistério de Comunhão de Deus e com Deus, que ama e acolhe a todos, e, no tempo, se reúne e vai crescendo à volta dos Bispos, que constituem com o Papa, e sempre na comunhão com ele, o verdadeiro Colégio Apostólico. É isto o que desejamos fundamentalmente celebrar neste domingo, movidos pelo amor à Igreja e também a cada uma das nossas igrejas, que devemos sempre cuidar e dignificar, para serem com mais verdade “Casa de Deus e Porta do Céu”.

P. Fausto

in diálogo 1445 (Dedicação da Basílica de Latrão – Ano A)

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