Amar, eis a questão!

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O círculo dos que procuram condenar Jesus aumenta, parecendo até que os vários grupos disputam os melhores argumentos para que O possam acusar e levar a tribunal. No domingo passado assistimos ao complot dos fariseus com os herodianos e, pelos vistos, os saduceus também já tentaram, sem sucesso, tramar Jesus. Neste domingo, os fariseus voltam à carga, a perguntar, de mansinho, o que já sabiam e ninguém questionava: “Mestre, qual é o primeiro mandamento da Lei?”
Jesus, habituado a estas provocações, declara tranquilamente que tudo o que Deus ensinou na Lei e recordou pelos Profetas se reduz ao amor. Ao amor a Deus e ao Próximo. Tudo na vida é uma questão de amor!
Estes dois mandamentos, que sabemos tão bem de cor, têm plena actualidade, porque, se pusermos a mão na consciência, não precisaremos de muito tempo para reconhecer que, na nossa vida diária, Deus não ocupa sempre o primeiro lugar no nosso coração e que o nosso entendimento e memória estão tantas vezes absorvidos por pessoas e coisas, que não são Deus.
E se quisermos ser honestos, também havemos de reconhecer que, mais ou menos conscientemente, temos os nossos ídolos, a quem prestamos culto e amamos como se fossem Deus.
Bem precisamos de pedir ao Senhor que aumente em nós o Seu amor. E não tenhamos medo, porque Deus não é ciumento, não rouba nada, nem tira o lugar a ninguém. Com Deus em primeiro lugar, tudo e todos estão no seu lugar.

P. Fausto

in diálogo 1443 (XXX Domingo do Tempo Comum – Ano A)

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