Deus é mesmo assim…!

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Já no domingo passado demos conta de que Deus, na Sua relação connosco, age de forma absolutamente original e que na hora das contas, satisfeitas as exigências da justiça, superabunda sempre a Sua bondade e magnanimidade. Desconcertante, sem dúvida, para quem, na melhor das hipóteses, pautar a sua relação com os demais apenas em critérios de justiça!
Neste domingo, o 26º do tempo comum, continuamos a ser confrontados com a diferença qualitativa dos juízos de Deus em relação aos nossos. É tão fácil a tentação das condenações levianas, é tão frequente a catalogação das pessoas, ou a sua desculpabilização simplista face ao poder de um qualquer destino …!
Deus, para quem o mais importante é a pessoa concreta, sempre com margem de crescimento e possibilidade de conversão, mantém plenamente em nós a Sua confiança e usa connosco de paciência infinita, esperando apenas de nós o uso responsável da liberdade, que aprecia e respeita em cada ser humano.
Não sujeitos a fatalismos ou joguetes do destino mas livres, é como Deus nos quer. E não poderia ser de outro modo, já que “nos criou à Sua imagem e semelhança,”por amor e para o amor, isto é, para a felicidade. E só a atingimos na medida em que fazemos nosso, livremente, o projecto que Deus tem para cada um.

 

P. Fausto

in diálogo 1439 (XXVI Domingo do Tempo Comum – Ano A)

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