“Em apenas uma hora se pode ganhar ou perder o dia inteiro”. Assim diz D. António Couto, bispo de Lamego, sobre o queixume invejoso e ciumento dos trabalhadores da última hora que, tão como nós, querem regatear sobre a bondade do dono da vinha. É claro que o texto do evangelho deste domingo bem que pode desvendar o nosso desejo de grandeza e superioridade e também os nossos ciúmes e invejas.
Diante da bondade de Deus, bem ilustrada na generosidade daquele proprietário que paga a todos por igual, porque trata a todos por igual, poderemos deixar de pensar que não é para nós aquela interpelação final: “serão maus os teus olhos porque eu sou bom?”.
Fica fácil de ver que as regras de mercado, a lógica da compra e venda, da retribuição em função do merecimento, não cabe nos planos de Deus, que não é um patrão ou contabilista, mas um Deus de bondade e gratuidade.
Mas este evangelho faz-nos dar mais passos… passos de saída! Ou poderemos nós ficar comodamente instalados no conforto da nossa casa, da nossa igreja, de barriga cheia, quando o Deus que se revela na parábola contada por Jesus, sai cinco vezes ao dia para chamar e convidar?
O Papa Francisco lembra-nos constantemente a permanente missão da Igreja: “sair da própria comodidade, e ter a coragem de alcançar todas as periferias, que precisam da luz do Evangelho”. Portanto, toca a sair porque a alegria do evangelho é a nossa missão!
P. JAC
in diálogo 1438 (XXV Domingo do Tempo Comum – Ano A)
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