Deus é sem emenda!

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Na paragem que este domingo nos proporciona, deixamo-nos comover pelo Deus que Jesus nos revela e de cujo dicionário não consta a palavra amuo, pois só o Amor é importante.
Em permanente diálogo connosco, a Sua Palavra tem um especial impacto, não podendo, no respeito pleno pela liberdade de cada um, deixar alguém indiferente; porém, quem se posiciona a favor vence os riscos e supera os conflitos e os que não A acolhem ou negligenciam, são como os que projectam grandes obras em terreno arenoso e, na hora da verdade, tudo se desmorona, nada restando além dos projectos de papel, dos sonhos desfeitos e desejos insatisfeitos!
Sabemos que erramos. Deus contudo não nos abandona no emaranhado dos nossos erros, bem pelo contrário. E a secura do nosso coração, que não passa tantas vezes de chão de pedras, cardos e espinheiros, não O demove de continuar a semear, com infinita paciência, às mãos cheias, no íntimo de cada ser humano; a prová-lo, para nos mostrar o bom caminho e a luz da verdade e não andarmos nas trevas, enviou-nos o Seu Filho.
Pedir “a graça de rejeitar tudo o que é indigno do cristão e praticar o que o dignifica”, como reza a oração colecta da Missa de hoje, é algo que devemos pedir todos os dias. Não sei é se estamos verdadeiramente dispostos a mudar e agir em coerência. Mas não há outro caminho, se queremos ser de facto discípulos de Jesus e merecer o nome de cristãos.

P. Fausto

in diálogo 1435 (XV Domingo do Tempo Comum – Ano A)

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