“Recebei o Espírito Santo”!

Espiritu-mueve-la-Iglesia - Pentecostes

Passaram 50 dias depois daquela bendita noite de Páscoa. Foram dias passados, com visitas regulares do Senhor Ressuscitado que, com imensa paciência e compreensão, respondia às dúvidas, inquietações e medos dos discípulos, comuns, aliás, a todos os mortais. E neste quinquagésimo dia, término do tempo pascal, celebra-se o Dom do Espírito Santo atempadamente prometido por Jesus. O que se passou, afinal? Algo aconteceu que virou por dentro os apóstolos e não passou despercebido à multidão que ouvia, admirada, os mesmos que, antes, eram o rosto do medo e da insegurança e agora – com que alegria e ousadia! – não se cansavam de apregoar as razões da sua esperança e felicidade.
Enquanto uns pensavam que a razão da mudança resultava de uns copos valentes para engolir os medos e frustrações, muitos outros, porém, deveras surpreendidos, entendiam que a “história” era séria de mais, porque os ouviam falar, com encanto e convicção, na própria língua, as maravilhas de Deus. E os que residiam em Jerusalém eram “procedentes de todas as nações que há debaixo do céu”!
O Paráclito prometido por Jesus transformou totalmente os apóstolos e consagrou-os para a missão. A promessa cumpriu-se e o resultado está à vista e continua, porque o que sucedeu, cinquenta dias depois da Páscoa em Jerusalém, acontece na Igreja e em cada um de nós, para se continuar, em cada tempo e lugar, com alegria, convicção e fidelidade, a mesma missão confiada aos apóstolos. E isto só é possível graças ao Espírito Santo.

P. Fausto

in diálogo 1430 (Domingo de Pentecostes – Ano A)

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