A alegria dos Aleluias que enchem as nossas Igrejas na sacrossanta Vigília Pascal ecoa mundo fora e alimenta em todo o ano a dimensão festiva da nossa existência.
Mesmo que não tenhamos muitas razões para sorrir e sintamos mais reduzidos os horizontes da nossa liberdade, somos convidados na Páscoa – e sempre – “a caminhar numa vida nova e aspirar às coisas do alto”, como avisadamente convida o apóstolo Pedro, já bem limpo pelas lágrimas de arrependimento e plenamente renovado pelo Espírito do Ressuscitado.
O cansaço pode aparecer, as desilusões podem espreitar e as dúvidas podem surgir, mas nada nos poderá roubar a alegria e demover de cantarmos “Aleluia”, porque a morte e as trevas foram vencidas e o vazio do sepulcro virou fonte de inextinguível Esperança. Contra tudo e contra todos, Cristo Ressuscitou! Eis a Páscoa, o Dia de todas as surpresas! Alegremo-nos! Definitivamente o túmulo deixou de ser o reino da morte porque o seu vazio, com aparência de fracasso, é certeza de plenitude e Vida Nova.
P. Fausto
in diálogo 1423 (Domingo de Páscoa da Ressurreição – Ano A)
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