Assinala-se esta quinta-feira o primeiro aniversário da eleição do Papa Francisco. (…)
Não falta, de facto, quem deseje ver na Igreja a dinâmica de uma multinacional, cuja Administração reforma sistemas e infra-estruturas, respondendo à concorrência e às ondas do mercado. Para estes, o Papa é um CEO vestido de branco (…).
Visto nesta última perspectiva, penso que este primeiro ano do pontificado de Francisco foi um ano de graça: os seus gestos e palavras têm-nos reconduzido ao essencial: o amor de Deus e a sua misericórdia para com todos. (…)
Neste ano, o Papa Francisco não se limitou, porém, a dizer. Ocupou-se, sobretudo, em mostrar como se chega ao coração dos homens e das mulheres deste tempo: fazendo-se próximo e – pelo menos para a sensibilidade de alguns – não temendo o “escândalo da normalidade”.
Para os que pensam que a autoridade se alicerça na distância, Francisco revelou que a autenticidade e o encontro valem definitivamente mais. (…)
Falando simples e claramente, o Papa tem mostrado a força suave de um apaixonado por Deus e pelas pessoas. E a verdade é que, olhando-o, o mundo está a perceber mesmo o que Francisco não diz!
João Aguiar Campos
Director do Secretariado das Comunicações Sociais da Igreja
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