Somos nós, todos e cada um, a paixão de Deus.
“Eu jamais te esquecerei”, diz o Senhor. Palavras que confortam. Promessa segura em que se alicerçam os nossos projectos e nos é oferecida a experiência feliz e fecunda do colo de Deus. Felizes estas palavras que manifestam a ternura divina e nos dão a segurança tão necessária para o transitório e falaz percurso da existência!
É esta certeza que os cristãos não podem esquecer e são chamados a testemunhar com alegria, porque sabem que a riqueza e a felicidade não vêm por terem muito ou serem grandes, mas por saberem que Deus nos ama infinitamente, de modo inquebrantável, como nos diz a primeira leitura deste domingo, e exclusivo, como refere o Evangelho. É necessário que esta mensagem esteja sempre presente, porque é fonte inesgotável de confiança e alicerce seguro para o nosso projecto de vida.
Os cristãos são, de facto, tanto mais felizes, quanto mais descobrirem que a beleza da vida em comunhão com Deus supera infinitamente a exuberância da natureza ou a felicidade pela abundância de bens materiais.
É tão bom e oportuno ouvirmos o convite de Jesus a reparar nos lírios do campo e a observar a liberdade dos passaritos, para tomarmos consciência da nossa grandeza e dignidade!
Sem nos esquecermos, jamais, que a mesma dignidade e grandeza são devidas a todos os homens e devem ser para todos acauteladas e por todos respeitadas.
P. Fausto
in diálogo 1416 (Domingo VIII do Tempo Comum – Ano A)
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