“Este é o meu filho…”

20110116

Com a celebração da festa do Baptismo termina o tempo litúrgico do Natal e começa uma nova etapa na história pessoal de Jesus: a sua vida pública. Mais que discutir o Baptismo e justificar ou não o seu adiamento, esta festa é ocasião para contemplar e agradecer o amor incondicional e pleno d’Aquele que, fazendo-se em tudo igual a nós, excepto no pecado, aceita passar pelo crivo dos que se sentiam pecadores e acorriam ao baptismo de purificação de João, no Jordão.
Só o amor e a fidelidade ao Pai, e a nós também, fazem Jesus passar por pecador, tornando-se, com a confissão dos pecados que não eram seus, mediador entre Deus e a humanidade, de quem, pelo mistério da Incarnação, Se fez próximo, solidário, igual e irmão. Assim, fica já claro que a sua vida e mensagem não serão nunca pautadas pela força e pela violência, mas pela humildade e solidariedade com os pecadores.
“Este é o Meu Filho bem amado, no qual pus toda a minha complacência”. Assim se exprimia a voz vinda do céu e ouvida por João Baptista. Oxalá a voz do Pai, que deste modo se revê e alegra plenamente n’Aquele cujo Baptismo hoje celebramos e nos convida a escutar e a seguir, pudesse ser ouvida por nós e de cada um de nós. É que pelo Baptismo somos também filhos de Deus, irmãos de Cristo e uns dos outros e templos do Espírito Santo. E só na fidelidade a essa Graça somos a alegria de Deus, edificamos o Seu Reino e contribuímos para a Sua glória.

 

P. Fausto

in diálogo 1409 (Domingo do Baptismo do Senhor – Ano A)

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