Com a Epifania continuamos a celebrar o Mistério de Deus feito Homem que no Natal, apesar de anunciado a toda a humanidade pelos Anjos, poucos se deram conta e O reconheceram. Mas Ele veio para todos e não apenas para um grupo, uma nação ou mesmo uma raça. Daí a solenidade da Epifania, como a grande convocação que Deus faz a todos os homens para que, através da estrela, encontrem e reconheçam o Menino que é o Caminho para tornar o nosso mundo humano, fraterno e feliz. Esse é um sonho, esse é um desejo profundo, essa é tarefa de quantos se sentem representados naqueles que a tradição chama de “Reis Magos” e que enchem de ternura, magia e admiração, o que nos resta ainda de crianças.
Este sonho de Deus, porém, não é fácil e requer o contributo de cada um de nós. Há muitos Herodes…
Com esta solenidade ficamos com uma certeza: a ganância, a prepotência e a cobiça de Herodes do tempo de Jesus e a tirania do poder e do dinheiro dos herodes de todos os tempos dificultarão, mas não poderão sufocar a esperança num mundo de fraternidade, alegria e paz, ansiado por toda a humanidade. Porque nada poderá extinguir a estrela que guia a consciência de cada ser humano e lhe permite soltar as asas ao sonho do homem e do querer de Deus.
P. Fausto
in diálogo 1408 (Domingo da Epifania do Senhor – Ano A)
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