Nestas últimas semanas do ano litúrgico somos convidados a olhar mais para além do que se vê, a viver o tempo da nossa existência em jubilosa esperança…Esta jubilosa esperança é a atitude cristã mais adulta face aos profetas da desgraça ou pretensos salvadores que em todos os tempos, e também hoje, se erguem, e gostam de pescar nas águas turvas dos espíritos mais sensíveis.
Não lhes deis ouvidos, “não sigais atrás deles”, diz-nos Jesus; percorrei o vosso caminho, assumi calma, fiel e corajosamente as vossas responsabilidades diárias e contai sempre e em quaisquer circunstâncias comigo; sereis felizes se fordes fiéis, garante-nos Jesus.
Quem não der ouvidos a esta palavra e não assentar o seu projecto de vida na força desta promessa, quem dispensar a mão que amorosamente Deus tem sempre estendida para nós, cai num beco sem saída e facilmente se torna presa na teia emaranhada e trágica da existência.
Jesus não ilude as dificuldades do presente nem nega as do futuro, bem pelo contrário, e o cortejo de desgraças parece fazer desabar por vezes o mundo em cima de nós, veja-se o que aconteceu recentemente nas Filipinas…, mas garante-nos que Deus, na Sua infinita solicitude, não permitirá que caia inutilmente um cabelo sequer da nossa cabeça. É esta certeza que torna os nossos rostos de homens e mulheres sofridos, rostos de serenidade e esperança.
P. Fausto
in diálogo 1401 (Domingo XXXIII do Tempo Comum – Ano C)
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