“Creio na ressurreição dos mortos.”

20131110

Em pleno “mês de Fieis”, nem de propósito, assistimos neste domingo a uma demanda de Jesus com os saduceus, que negavam a ressurreição dos mortos.

Não sabemos se era uma questão assim tão importante, mas nessa altura tudo servia de arremesso contra Jesus, procurando pô-Lo em cheque diante do povo, que ainda acorria para O ouvir.
E o exemplo apontado pelos saduceus no Evangelho, longe de perturbar Jesus, como desejavam, é a ocasião propícia para proclamar que há vida para além da morte. Sim, Vida em plenitude, definitiva e imortal. Vida absolutamente diferente, nova, semelhante à dos Anjos, em que não há lugar ao meu e ao teu, marido ou esposa, nem às minhas contas bancárias, mas à plena comunhão com Deus e de uns com os outros, como filhos infinitamente amados e totalmente felizes.
Se assim não fora, pobres de nós, escreve S. Paulo, seríamos de todos os seres criados os mais dignos de dó. É que tudo terminaria debaixo de 2 ou 3 pás de terra, no espaço reduzido da sepultura. Pobre destino, indigno destino, para quem tem ânsias de vida plena e luta por ideais nobres. Não é esse o projecto de Deus, diz-nos Jesus neste domingo: Deus, o nosso Deus, não é de mortos, mas de vivos. Esta é a nossa Fé. É também a nossa Esperança.
Há que viver dignamente para ressuscitar gloriosamente. Não por mérito próprio, mas por Graça e Misericórdia de Deus.

P. Fausto

in diálogo 1400 (Domingo XXXII do Tempo Comum – Ano C)

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