“Onde está, perguntaram os Magos vindos do Oriente, o rei dos judeus que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela… Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes ficou perturbado”.
Herodes vivia em Jerusalém, a pouca distância de Belém, tinha acesso às Escrituras, tinha possibilidade de interpretar os sinais do Messias, e, contudo, tudo lhe escapa. Ele não vê a estrela, nem ouve os anjos, porque olhará para o Menino como ameaça, apostado como está em eliminar todos os obstáculos ao seu poder.
Ao contrário de Herodes, os Magos desinstalados, de coração desarmado, sábios e curiosos, lançam-se à aventura de caminhos desconhecidos, sempre atentos ao que se passa para lá das suas fronteiras. Como não aprender com estes personagens, que, deixando de ver a estrela, transformam as crises em expectativa, em abertura, em procura?
Mais um ano à nossa frente. Haverá momentos de tudo, luminosos e sombrios quando nos parece que a estrela se esconde, mas o importante é não abandonarmos a viagem.
Evidências e momentos luminosos fazem parte do nosso percurso, mas também os de obscuridade, de dúvidas e de fragilidades. Apesar de tudo isto, seguirá sempre à nossa frente a Luz Santa do Natal.
P. Fausto
in Diálogo nº. 1938 (Solenidade da Epifania do Senhor – Ano A)
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