Bem depressa o Natal se torna dramático, porque Herodes procura o Menino para o matar. E José, depois do sonho, “levantou-se de noite, tomou o Menino e sua Mãe e partiu para o Egipto“. Não há garantias de futuro, não há indicações sobre o caminho, nem data para o regresso.
José, que não hesita nem pede para ver tudo claro, mas apenas se apressa porque a vida do Menino corre perigo, representa todos os justos da terra, homens e mulheres, que, sem contar medos e fadigas, se entregam por amor a cuidar dos outros.
A fuga da Família Sagrada, de noite, para o Egipto, sugere-nos que Deus não veio para nos proteger ou livrar do deserto, mas garantir que nos nossos desertos e noites, nunca falte a força, a coragem e a confiança necessárias, para prosseguirmos na realização do sonho de Deus a respeito de cada um e de todas as famílias da terra.
Para todas as Famílias, especialmente às da Paróquia, peço a abundância das Graças do Céu e formulo votos de um Abençoado ano de 2026.
P. Fausto
in Diálogo nº. 1937 (Festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José – Ano A)
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