Jesus, Rei e Senhor !

O Evangelho deste domingo, Festa de Cristo Rei do Universo, termo do ano litúrgico, não parece mesmo condizer com a pompa e circunstância dos poderosos deste mundo. Mas é aqui, suspenso na cruz, exposto e absolutamente despojado de tudo, que Jesus é reconhecido como nada tendo feito de condenável para merecer qualquer castigo.
“Jesus, lembra-te de mim, quando vieres com a tua realeza”, pede um dos crucificados.
O que converte o ladrão não é uma pregação, uma repreensão, ou mesmo um milagre de Jesus, como pretendia o outro ladrão, mas o seu sofrimento que, sendo igual ao dos outros, é vivido pelos outros. Com transparente serenidade, paz, sem azedumes nem acusações. Como Verdadeiro Rei e Senhor.
As últimas palavras de Jesus dirigidas ao pobre condenado e arrependido, e a todos nós também, são o reconhecimento da dignidade da pessoa humana, mesmo dos mais marginais, e a proclamação solene de que não há nada, nem ninguém, definitivamente perdido para Deus.
“Hoje estarás comigo no paraíso“, sentenciou Jesus. Quem o poderia dizer, se não fosse verdadeiramente Rei e Senhor ?

P. Fausto

in Diálogo nº. 1932 (Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo – Ano C)

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