O perfume do incenso recorda que a nossa vida deve ser, toda ela, oferenda perfumada a Deus (cf. Ef 5,2). É também símbolo da presença invisível do Espírito Santo, que se difunde e penetra suavemente os sentidos, purificando o coração e elevando a mente para a contemplação do divino.
Ao ver subir o incenso, o fiel é convidado a oferecer interiormente o seu sacrifício espiritual, unindo-se ao Cordeiro de Deus que se oferece no altar. Por isso, cada incensação é também um convite à alma para se deixar consumir no fogo do amor divino e transformar-se em oração viva diante do Altíssimo.
O Concílio Vaticano II, na Constituição Sacrosanctum Concilium (n.º 7), estabelece que os sinais litúrgicos não são meramente ornamentais, mas verdadeiros instrumentos de santificação: “Christus Ecclesiae suae semper adest” – Cristo está sempre presente na sua Igreja, especialmente nas acções litúrgicas.
A Equipa Paroquial de Liturgia
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