Hoje temos uma parábola (Lc.16,1-13) que nos parece no mínimo desconcertante, pelo aparente elogio da desonestidade dum administrador que, suspenso de funções, aguarda sentença de despedimento.
Jesus, porém, ao dizer “Fazei amigos com a riqueza”, põe tudo no seu lugar e lembra-nos que na vida, contra todas as aparências, é mais feliz quem tem mais amigos e não quem tem mais moedas…
E como se não bastasse, é clara, actual e avisada, a conclusão:
“Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. Na verdade, na gramática daquele que é escravo do dinheiro, abundam os verbos ter, contar, acumular, multiplicar, e muitos outros, e muito pouco ou nada os de dividir, retribuir, dar, perdoar, mas na hora de “prestar contas” o que conta não são os bens que deixamos mas o bem que fizemos ou não fizemos com os bens de que fomos bons administradores.
P. Fausto
in Diálogo nº. 1924 (Domingo XXV do Tempo Comum – Ano C)
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