Exigência e liberdade !

20130623

Não são problemas de identidade que afligem Jesus, nem tão pouco parece andar preocupado com a imagem. Ele sabe que é apreciado e escutado com respeito e a Sua liberdade interior permite dizer, olhos nos olhos, mesmo aos mais influentes do tempo, o que pensa, como no domingo passado, em casa do fariseu Simão que o convidara para almoçar.
Nesta altura, com tantos meses de catequese contínua aos discípulos e de lhes ter proporcionado momentos de exaltação e fervor, curado muitos de maleitas físicas e espirituais e devolvido a tantos outros a paz e a alegria de viver pela graça do perdão, sente que é chegado o momento de proceder como que a um exame ou balanço à caminhada que vão fazendo com Ele.
“Quem dizem as multidões que Eu sou? E quem dizeis vós que Eu sou?” À proclamação inesperada da Fé por Pedro, Jesus aproveita para clarificar o Seu futuro e missão, dizendo abertamente que a cruz e não a glória é o seu horizonte próximo…mas que ninguém precisa na vida de a procurar, e muito menos inventar, porque, de facto, o que precisa é integrá-la em lugar cimeiro na sua escala de valores, encarando-a e assumindo-a como Cristo, todos os dias.
Ao alertar-nos para o Seu caminho de cruz e de amor e não de glória e triunfo, Jesus está mesmo a dizer-nos que só quem sabe conjugar os verbos dar-se e gastar-se é fecundo e é feliz. Sabemos que a conjugação de tais verbos não está mesmo nada em moda, mas são os únicos que Jesus nos propõe para sermos realmente Seus discípulos.

P. Fausto

in diálogo 1386 (Domingo XII do Tempo Comum – Ano C)

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