Era uma vez…
…São Tomás de Aquino

Tomás nasceu numa família de Condes (Aquino) no castelo de Roccasecca, no sul do Lácio. O seu pai queria que ele fosse abade do mosteiro de Montecassino, pensando ser compatível com a natureza tímida e gentil do filho e com os seus desígnios políticos. Mas, em Nápoles, Tomás quis tornar-se frade Dominicano, rejeitando toda e qualquer ambição e escolhendo apenas uma Ordem mendicante. Esta sua escolha chocou toda a família, tanto que, dois de seus irmãos, o mandaram prender. Parece que ele conseguiu escapar da cadeia, com a ajuda de duas irmãs, que o fizeram descer pela janela com uma grande cesta.
Tomás foi mandado para Colónia, onde aprofundou a tese sobre o aristotelismo, com Santo Alberto Magno; depois, em Paris, lecionou na Universidade, apesar da incompatibilidade com o clero secular. Ao regressar para a Itália, intensificou seus estudos sobre Aristóteles e compôs o famoso Hino “Pange lingua”, para a festa de Corpus Christi.
Começou a escrever sua “obra-prima”, “Summa theologiae”, dividida em cinco partes, para demonstrar a existência de Deus. O centro da sua obra é a confiança na razão e nos sentidos; a filosofia é a serva da teologia, mas a fé não anula a razão. Ele gostava muito de estudar e não é difícil imaginar que a sua vasta produção filosófico-teológica tenha causado estupefacção entre os teólogos contemporâneos.
Por fim, Tomás adoeceu. Em 1274, durante uma viagem a Lyon, para participar do Concílio, a pedido do Papa Gregório X, faleceu na abadia de Fossanova, com apenas 49 anos. A Igreja celebra a sua Memória a 28 de Janeiro.

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