A vida religiosa e a vocação Carmelita foram evidentes no final da formação de João – no civil Juan de Yepes Álvarez – filho de um casal muito pobre da antiga Castela, perto de Ávila.
Em 1563, com 18 anos, saiu do Colégio dos Jesuítas de Medina do Campo, onde tinha estudado ciências humanas, retórica e línguas clássicas. Logo a seguir, o encontro com Teresa de Ávila mudou as suas vidas. João conheceu-a, quando era sacerdote, e ficou imediatamente envolvido e fascinado pelo plano de Reforma de Teresa, também no ramo masculino da Ordem. Trabalharam juntos, partilhando ideais e propostas e, em 1568, inauguraram a primeira Casa para os Carmelitas Descalços, em Duruelo, província de Ávila. Naquela ocasião, ao criar com outros a primeira comunidade masculina reformada, João acrescentou ao seu nome “da Cruz”, com o qual ficou universalmente conhecido.
São João da Cruz despediu-se de seus co-irmãos, que recitavam as Laudes matutinas, num Convento, próximo a Jaén, entre os dias 13 e 14 de dezembro de 1591. As suas últimas palavras foram: “Hoje, vou recitar o Ofício divino no céu!”. Os seus restos mortais foram transladados para Segóvia. Foi beatificado, em 1675, pelo Papa Clemente X e canonizado, em 1726, pelo Papa Bento XIII. A Igreja celebra a sua Memória a 14 de Dezembro.
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