Aconteceu em casa de um fariseu, Simão, à volta de uma grande mesa. Os convidados eram muitos e Jesus era também um deles. A conversa ia animada e a refeição decorria com brilho.
De repente, uma mulher, que toda a gente conhecia da prostituição, entra, e, contra todas as regras, aproxima-se de Jesus, lava-lhe os pés com lágrimas abundantes e unge-os com suprema delicadeza com um perfume precioso.
Todos os olhares, num misto de espanto e incredulidade, de curiosidade e reprovação, se dirigem para Jesus, que não afastou a mulher, correndo o risco da impureza a que a lei o condenava, por admitir ser tocado por tal casta de gente.
Feliz encontro que proporciona a Jesus a ocasião para revelar que Deus é Bondade e Misericórdia, que não pactua com o pecado mas ama apaixonadamente o pecador, que convida a todos para a Sua mesa e não exclui ninguém, independentemente da raça, do credo ou do sexo.
E ao fariseu, olhos nos olhos, não hesita em discordar da atitude dos que reduzem a santidade e a perfeição ao cumprimento dos preceitos legais, mas são incapazes de compreender a linguagem do amor.
A preocupação do fariseu em querer salvaguardar as aparências de virtude não é de ontem nem só de alguns. Soubéssemos todos tirar as lições tão belas quanto oportunas que Jesus deixa neste encontro e muita coisa mudaria na nossa vida pessoal e comunitária!
P. Fausto
in diálogo 1385 (Domingo XI do Tempo Comum – Ano C)
Comentários recentes