Hoje celebramos o Pentecostes e com esta solenidade o termo do Tempo Pascal. Quem é, então, o Espírito Santo? Porque nos faltam palavras, fiquemo-nos com a linguagem poética das metáforas, o vigor dos símbolos e a clareza das imagens a que a Sagrada Escritura recorre para nos fazer compreender a pessoa e missão do Espírito Santo, como Dom de Deus Pai, por Jesus Cristo Ressuscitado.
Como o vento, assim é o Espírito Santo que “sopra onde quer” majestoso e violento por vezes, mas também discreto e leve como a brisa suave da tarde, de tal modo que “ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem nem para onde vai”, como diz Jesus a Nicodemos. Sempre imprevisível, criativo e livre é o Espírito de Deus que se propaga como o fogo no íntimo do coração dos que Lhe dão liberdade e por isso vence a escuridão, aquece a casa, ilumina o olhar, dá sentido à vida e conforto à alma …
O Senhor soprou sobre os discípulos e disse-lhes: “Recebei o Espírito Santo”. Sopro de vida, o Espírito Santo é íntimo, incansável, inesgotável e indispensável. Sempre teremos necessidade de pedir a Deus a água viva, o vento suave ou impetuoso, o fogo que ilumina, aquece e consome… para vivermos a vida nova que nos trouxe o Ressuscitado; só assim podemos tornar pascal o tempo comum da nossa existência.
P. Fausto
in diálogo 1381 (Domingo de Pentecostes – Ano C)
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