Semana Santa

20130324

As mesmas horas e dias, mas imensamente ricos pela intensidade do mistério que em cada domingo celebramos. O Filho de Deus encarnou, cresceu e viveu para chegar aqui e dar a maior prova do Seu amor por nós, “entregando–se à morte e morte de cruz”.
Todo o mistério do sofrimento humano assumido integralmente por Jesus torna esta semana singular e a todos os títulos santa. Teremos ocasião de aprender que só a confiança e consequente abandono nos braços do Pai permite a liberdade de se dispor da vida sem medo de a perder e descobrir na obediência à vontade de Deus e no serviço aos outros o segredo para a fecundidade de qualquer projecto. Não vamos deixar que o barulho e o frenesim da corrida diária nos ocupem, de modo que não permitam espaço para a oração agradecida e contemplação amorosa.
Esta semana, iniciada em procissão com cânticos de aclamação, ramos e palmas, há-de levar-nos ao calvário e fazer-nos contemplar a morte de Jesus como o momento supremo de uma vida feita dom e serviço, nada reservando para si; mas hão-de surpreender-nos também as vozes das mulheres, que na madrugada de domingo não encontram o corpo do Crucificado. Pedro, sobressaltado e curioso, há-
-de ajudar-nos a vencer os medos e hesitações e hão-de os discípulos assegurar que viram o Senhor. E havemos de cantar ALELUIA, porque, afinal, a Vida entregue na cruz não resultou em fracasso, mas em fonte inesgotável de VIDA NOVA!
Havemos de viver santamente esta Semana.

P. Fausto

in diálogo 1373 (Domingo de Ramos na Paixão do Senhor – Ano C)

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